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A geoestatística se originou da indústria de mineração através de dois grandes nomes: o engenheiro de minas sul-africano D.G. Krige e o estatístico H.S. Sichel. A geoestatística é um ramo da estatística que une o conceito de variáveis aleatórias com o conceito de variáveis aleatórias regionalizadas. Através de técnicas, dentre as quais se destacam a krigagem e a simulação estocástica, é possível calcular um valor de uma dada propriedade (fácies, permeabilidade, porosidade, etc.) para cada centro da célula d(contracted; show full)
Assim, os métodos geoestatísticos fornecem um conjunto de ferramentas para entender a uma aparente aleatoriedade dos dados, mas com possível estruturação espacial, estabelecendo, desse modo, uma função de correlação espacial. Esta função representa a base da estimativa da variabilidade espacial em geoestatística.
Um exemplo muito simples mostra a diferença entre a estatística e a geoestatística, considerando os seguintes valores:

* '''Amostra 1''': 1 – 7 – 3 – 6 – 2 – 9 – 4 – 8 – 5
* '''Amostra 2''': 1 – 3 – 5 – 7 – 9 – 8 – 6 – 4 – 2
Sob a ótica da estatística clássica o valor médio e a variância são idênticos para as duas amostragens. Entretanto, segundo a avaliação espacial, a primeira amostra possui um comportamento desorganizado, enquanto a segunda amostra apresenta uma uniformidade espacial. Uma das ferramentas da geoestatística que pode ser utilizada para medir essa uniformidade espacial é a função de Semivariograma.

<ref>DEUTSCH, V.C.; Geostatistical Reservoir Modeling, Oxford University Press, New York, 2002.</ref>
<ref>CHAMBERS R. L., YARUS J. M. and HIRD K. B. Petroleum geostatistics for nongeo-staticians. Geologic Column of The Leading Edge, (2000).</ref>