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{{ESR2|1=15 de agosto|marcação=20120815|2=Artigo sobre curta metragem de [[WP:N|notoriedade]] não determinada por não demonstrar ser marco no gênero pela crítica especializada ou indicações/premiações relevantes de modo [[WP:V|verificável]] por [[WP:FI|fontes independentes]] conforme exigido pelos [[WP:CINE|critérios para curtas]]. --[[Usuário:FSogumo|FSogumo]] ([[Usuário Discussão:FSogumo|discussão]]) 01h33min de 10 de agosto de 2012 (UTC)}}

[[Ficheiro:Cartaz.pdf|thumb|Cartaz do Filme Última Curva]]
=== Última Curva === 

[http://www.facebook.com/ultimacurva Última Curva] conta a história de Silas, um menino que gosta de carrinhos de rolimã e está disposto a participar da corrida mais perigosa do bairro para provar ao seu falecido pai de que é capaz e conquistar a admiração da menina que ama.

Filmado pela [http://www.ifcproducoes.com/ IFC Produções] em parceria com o [https://plus.google.com/110527012725344553372/about?gl=br&hl=pt-BR Colégio Estadual Santa Rosa,] se utilizou de atores mirins, vindos da escola pública, participantes do curso de teatro do Projeto Mais Educação do Governo Federal. O intuito maior da produção era dar oportunidade as crianças de baixa renda de aparecerem um uma produção mais profissional, incentivando talentos.

O curta talvez seja a primeira obra narrativa no país que tenha como assunto principal corrida de carrinhos rolimã. Também talvez seja a primeira produção feita por uma empresa profissional (registrada na [[ANCINE]]) que tenha filmado apenas com atores vindos de escola pública. Mas ambas informações não são comprovadas e sua veracidade precisa ser analisada. 


=== Personagens ===

NOME: Silas Vasconcelos /  [[Ficheiro:Última Curva Filme - Silas.jpg|thumb|Silas]] 
IDADE: 13 anos /
NASCIMENTO: 25 de Junho /
PASSATEMPO: Andar de rolimã, bater bafo, jogar bola, se divertir com os amigos, assiste vídeos de culinária na internet e gosta de cozinhar quando sua mãe não está em casa.

	Nasceu em Curitiba, no Xaxim, um bairro de classe média baixa. Desde pequeno ia a autódromos com o pai Leonardo que contava histórias de como quase foi um piloto de corridas, desde então o garoto ficou fascinado por velocidade. Além das corridas com o pai, quando pequeno, Silas gostava muito de ver sua mãe Verônica cozinhar, aproveitava para comer um pouquinho das sobremesas que ela fazia para vender.
	Aos 8 anos de idade sofreu um acidente onde quebrou seu braço; andava de bicicleta em uma ladeira perto de sua casa e resolveu soltar o freio para ver qual velocidade atingiria, quando estava a toda passou bem em cima de um buraco no asfalto, perdeu o controle e quase caiu de cara no chão se não fosse ter sacrificado o braço direito para amortecer a queda. A partir daí, além do medo inconsciente de ladeiras que ganhou, sua mãe, antes liberal com as brincadeiras, começou a ficar mais proibitiva, coisa que logicamente não agradou Silas. Todavia, seu pai dizia ter sido só um acidente e era pro menino ter mais cuidado na próxima vez que fosse fazer algo perigoso. Deu a ele uma miniaturazinha de um carro de corrida para o garoto se sentir melhor.
	Silas era um aluno mediano na escola, dificilmente ficava para recuperação, mas nunca teve notas muito altas. Ele achava a escola chata, cheia de adultos que só queriam lhe dizer verdades tidas como absolutas e o que ele deveria fazer ou não. A aula que mais detestava era ensino religioso, pois certa vez viu na televisão que as pessoas matavam-se e ainda se matam em nome de seus Deuses. Como a escola não o desafiava muito, preferia se dedicar a seus afazeres, fosse bater bafo com os colegas, ir até uma lan house para jogar ou até mesmo cozinhar as escondidas, afinal, apesar de saber que “era coisa de mulherzinha”, desenvolveu um gosto enorme por vídeos de culinária que via no YouTube e de preparar, de vez em quando, alguma receita que aprendera.
	Quando tinha 10 anos, Jéferson, um garoto na época com doze anos, virou seu vizinho e passou a estudar na mesma sala que Silas. O rapaz era totalmente virado às avessas, um menino que adorava importunar os amigos mais fracos de Silas. Não demorou muito para ambos virarem inimigos declarados e freqüentemente se envolverem em brigas um contra o outro. Silas só não se tornou um brigão de carteirinha porque na mesma época conheceu Bianca, menina muito tímida e doce com quem começou dedicar a maior parte do tempo; pois haviam virado amigos por que o caminho de suas casas era parecido e eles acabavam voltando da escola juntos. 
	Silas, num período de sua vida largou os constantes passeios de bicicleta usando-a de vez em quando apenas para o transporte. Certo dia, quando acabava de completar 12 anos, viu sua mãe em lágrimas após atender um telefonema que mudaria sua vida: seu pai sofreu um grave acidente na construtora em que trabalhava, caíra do andaime posicionado no sexto andar de um prédio em construção no EcoVille. Chegando a esposa e o filho no hospital, o médico pediu para falar em particular com aquela, Silas ficou sentado esperando em um banco por longo tempo. Após a espera, sua mãe extremamente abatida lhe conta: seu pai não está mais entre nós.
	O tempo passou, Silas não chorava mais a morte de seu pai, ainda sim sentia sua falta, sentia falta do sorriso dele, de sempre o ver defendendo-o contra as proibições da mãe, das conversas à toa, de ir ao autódromo em dias de corrida. Verônica, por sua vez, foi ficando excessivamente séria e proibitiva, ela odiava a idéia de também perdê-lo. Já Silas começou a externar sua aflição frente as constantes proibições da mãe através de piercings, roupas pretas e largas. 
O menino ainda saia para brincar com os amigos, sempre levando consigo uma bandana na cabeça e no pescoço o colar onde prendeu a miniaturazinha de carro de corrida que seu falecido pai lhe dera. Apesar da aparência que lembrava uma impossível mistura de metaleiro e vileiro, Silas e seus amigos não faziam muitas coisas perigosas, ele nem mesmo brigava mais com Jéferson ou brincava perigosamente. Até que um dia Evandro, seu único amigo de óculos chegou gritando para o grupo que tinha uma novidade divertida: os meninos do bairro onde seu primo morava estavam comprando rodinhas, pegando pedaços de tábuas em terrenos baldios, roubando pregos de seus pais e emprestando o martelo do vizinho para um único objetivo; ver quem construiria o melhor carrinho de rolimã da região de todos os tempos.
	A partir daí, a notícia se espalhou e os meninos do bairro onde Silas morava começaram a construir seus próprios carrinhos de rolimã para descer ruas, calçadas, morros ou seja lá onde desse pra colocar um veículo daqueles. A mãe de Silas, preocupadíssima, começou a tentar proibi-lo de sair de casa para andar com rolimã, pois achava muito perigoso. Para contornar a situação, o menino saía escondido ou usava o rolimã de amigos emprestados. A princípio, sua mãe não suspeitava muito, mas passou a desconfiar e prestar mais atenção nos hábitos do filho.
	Até o dia que Evandro chegou com outra novidade; existia uma ladeira, a mais difícil da cidade inteira, onde seu primo e outros garotos iriam descer naquela tarde. Silas e seus amigos foram assistir, conferiram a descida, quase todos garotos caíram e se machucaram de algum jeito, o primo de Evandro quebrou o nariz e até um menino de 15 anos desmaiou com a pancada na cabeça. Silas achou a empreitada uma loucura absurda e inútil, já havia quebrado o braço fazendo algo parecido com a bicicleta, depois de ver um piá com o nariz sangrando e caído no meio do asfalto, obviamente acreditou que jamais faria o mesmo por mais que insistissem com ele. No entanto, Jéferson estava entre os corredores daquela tarde; não só conseguiu completar o trajeto como fez algumas manobras. A partir daí o inimigo de Silas passou a ser admirado pelos garotos do bairro e, pior, Bianca passou a dar bola pra ele fazendo amizade com o menino. Jéferson só se gabava que seria um piloto de corrida. Nas semanas seguintes Silas sentiu ódio mortal de Jéferson por se apropriar do sonho que era de seu pai e ainda, com este argumento, levar a admiração de seus amigos e da garota que Silas amava. Até que uma corrida na ladeira foi anunciada.
	Silas ficou a semana inteira pensando a respeito, lembrou de seu acidente com a bicicleta, da morte e do sonho pai, pensou nos amigos e pensou em Bianca, se decidiu a descer tal ladeira. Sua mãe ficou sabendo do acidente, quis proibir Silas de sair no dia marcado com seus amigos.
	Porém, o piá iria correr de qualquer jeito.



NOME: Jéferson de Mello e Silva /  [[Ficheiro:Última Curva Filme - Jéferson.jpg|thumb|Jéferson]]
IDADE: 15 anos /
NASCIMENTO: 31 de Outubro /
PASSATEMPO: Andar de rolimã, jogar futebol, paquerar as meninas na rua, fazer caipirinhas para os amigos e possui uma estranha fixação pelos estudos da matemática.  

	Jéferson nasceu no Batel, um bairro nobre de Curitiba. Sua mãe e seu pai se conheceram num barzinho da cidade, casaram-se e viveram cinco anos apaixonados sem ter um único filho, até que Jéferson nasceu sem ser esperado. Desde pequeno o garoto teve muitas regalias, já que seu pai era um advogado bem sucedido. Contudo, tanto este como sua mãe não davam muita bola para o garoto. Ele vivia nas mãos de babás diferentes toda hora. Uma das que mais marcaram a infância de Jéferson foi Leopoldina, a qual, quando o menino tinha 5 anos, brincava balançando os seios em sua frente e dizendo “Tim Tim”. 
	Jéferson era muito tímido, não conseguia fazer amizades, porém, com oito anos já havia adquirido um grande gosto pela matemática, matéria em que só tirava dez. Claro que também se dava bem nos demais estudos, mas matemática era o que dava orgulho ao menino, pois os professores sempre o elogiavam. Até que seu pai, já distante, passou a ficar ainda mais distante; principalmente de sua esposa. O homem passou a beber constantemente e trair sua mulher. Alcoolizado chegava em casa e, se não batia na mulher, tentava ensinar ao filho o prazer da bebida. Aqui Jéferson passou a ir mal na escola, reprovando constantemente; exceto em matemática, matéria na qual ainda tirava notas altíssimas espantando os professores. Dois anos se passaram até que finalmente seu pai e a sua mãe se divorciaram. Jéferson ficou com a mãe, ambos foram morar juntos com uma tia no bairro do Boqueirão. 
	Dos 10 anos aos 13 viveu lá. Jéferson se tornou cada vez mais agressivo e muito mais introspectivo, apesar de ter desenvolvido uma forma eficaz de conquistar as menininhas, era revoltado e (como Silas) passou a externar sua indignação através de piercings, roupas pretas e largas. 
	Quando ele tinha treze anos se mudaram para o bairro do Xaxim, foi quando conheceu seu vizinho e colega de sala Silas. Por alguma razão que não sabia explicar, Jéferson sentia admiração pelo menino, queria ser como ele, ter os amigos que ele tinha, por isto, decidiu de alguma forma fazer amizade com o piá. Porém, apesar da insistência do garoto em fazer amizade, Silas não dava muita bola para ele, até o considerava um chato nessa insistência toda. Por causa disso a cada dia Jéferson passava a ter mais raiva de Silas. Por causa disso começou descontando sua raiva primeiro nos amigos de Silas e depois partiu para constantes brigas com o próprio. 
	Apesar de tudo, Jéferson com 14 anos finalmente encontrou um grupo de amigos com quem se familiarizou, cinco rapazes vileiros que, como ele, adoravam beber, paquerar e brigar. 
	Quando completou 15, já não importunava mais Silas nem seus amigos. Um dia, descobriu que os meninos de seu bairro estavam todos loucos por um novo esporte (corridas de rolimã). Seu grupo de amigos achava aquilo uma piada, coisa de criancinha mimada. Porém, Jéferson via na construção de carrinhos de rolimã algo fantástico; os meninos do bairro estavam construindo uma coisa que era matemática na prática, teria o melhor carrinho e venceria aquele que soubesse aplicar brilhantemente a matemática na construção do veículo. 
	Escondido, Jéferson iniciou a empreitada de construir o melhor carrinho de rolimã possível. Fez contas em cadernos, rabiscou disformemente desenhos e calculou tudo o que podia de acordo com seus estudos autodidatas. Pronto o veículo, só precisava testá-lo. A oportunidade não tardou, descobriu que um bando de moleques estavam prestes a descer a ladeira mais perigosa da cidade. Mesmo desdenhado pelos amigos, Jéferson participou da corrida e o resultado foi melhor do que esperava. Não só terminou o trajeto em primeiro lugar, como foi o único que o fez com segurança mesmo realizando altas manobras. Dali por diante ganhou o respeito dos amigos de Silas e a admiração das meninas do bairro. Em especial de Bianca, uma gatinha da mesma escola que mexeu com o coração de Jéferson; ele quis “pegá-la” de qualquer jeito. 
	Por isto, anunciada outra corrida na mesma ladeira, Jéferson não deixará de participar. Melhorou seu carrinho de rolimã e agora pretende, não só manter seu recorde como ultrapassá-lo. Será que conseguirá? 
	 


NOME: Evandro Minovsky  / [[Ficheiro:Última Curva Filme - Evandro.jpg|thumb|Evandro]]
IDADE: 13 anos /
NASCIMENTO: 04 de Janeiro /
PASSATEMPO: Jogar vídeo-game em lan-houses, andar de bicicleta, assistir filmes e procurar verduras exóticas. 

	Evandro nasceu em Curitiba no bairro do Xaxim. Desde pequeno sempre foi um menino magricela e frágil. Os médicos sempre insistiam com seus pais para que o garoto tomasse vitaminas ou suplementos alimentares, mas como a família era pobre, não podia comprá-los e os substituía por alimentos nada saudáveis como achocolatados e salgados. Com quatro anos   
o menino pegou catapora, por seu fraco e mirado, foi parar no hospital. Lá, para surpresa de seus pais, Evandro inexplicavelmente desenvolveu um gosto enorme por frutas e verduras. Dali em diante, apesar de continuar magricela, sua     saúde nunca mais preocupou seus pais. Aos seis, na pré-escola, conheceu Silas, um garoto que se tornou seu melhor amigo. Aos sete, Evandro ganhou um vídeo-game do padrinho que havia juntado dinheiro sabendo que era o sonho do garoto e de seu irmão, dois anos mais velho, Amilton. Daí em diante, Evandro se tornou um viciado em games. Com dez anos, quando seu vídeo game quebrou, passou a frequentar lan-houses. As vezes empurrava seu melhor amigo Silas para jogar também. Nessa mesma idade, o brigão mais temido da escola, Jéferson se mudou para o bairro. Ele e Silas, por alguma razão, viraram inimigos. Evandro era naturalmente o algo favorito de Jéferson, sendo zoado por ele e muitas vezes até agredido fisicamente. Com Evandro era magricela, nunca conseguia se defender. Sorte que Silas sempre o ajudava, defendendo-o de Jéferson. Seu medo do brigão durou uns dois anos, até que Jéferson, aos poucos, parou de importuná-los. Com 12, Evandro,  apesar do vício nos games, curtia passear de bicicleta e, quando seu primo se tornou viciado em carrinhos de rolimã, Evandro também passou a ter gosto pelo tal “esporte”; desistindo um pouco assim das lan-houses. Certo dia ficou sabendo que os meninos do bairro se reuniriam para correr a ladeira mais perigosa da cidade. Ele obviamente não topou, mas foi com os outros assistir. Viu seu primo se arrebentar nas ladeiras, ele e Silas prometeram que nunca fariam tal burrice.  Mas Silas acabou mudando de ideia. Evandro sabe que isso é burrice, e como tem Silas em alta conta, fará tudo para tentar tirar essa ideia da cabeça do amigo. Será que conseguirá?



NOME: Bianca de Oliveira Fernandes / [[Ficheiro:Última Curva Filme - Bianca.jpg|thumb|Bianca]]
IDADE: 12 anos /
NASCIMENTO: 27 de Agosto /
PASSATEMPO: Passear de carro, ler, colecionar bonecas de pano, assistir filmes, adora tudo relacionado a cinema e sempre está escrevendo roteiros (atividade que adora ao máximo).

	Bianca nasceu em Joinville, Santa Catarina. Foi abandonada pelos pais verdadeiros na porta de uma igreja. Adotada por um casal de classe média católico que não podia ter filhos, Bianca sempre foi considerada um milagre na família tendo todos os mimos de filha única. Quando tinha cinco anos, Bianca ganhou de seu tio uma filmadora de brinquedo com a qual a menina se encantou. Ela passava horas e horas fazendo de conta que filmava suas bonecas, elaborava diversas ideias para séries, filmes desenhos animados. A partir do segundo ano do fundamental, começou a rabiscar roteiros. Bianca nunca gostou de ser chamada pela família de “milagre”, pois a história do abandono na igreja lhe era contada desde que se lembrava por gente, o que trazia a ela, apesar de todos os mimos que recebia, um certo sentimento de exclusão, como se não fizesse parte da família por não ser filha “verdadeira”. Sempre guardou o desejo secreto de confrontar os pais biológicos sobre o porquê dela ter sido abandonada e também, a partir do momento que começou a tomar mais contato com documentários da idade média, os quais devorava com tamanha sede de cinema como todos os demais, ela foi aos poucos criando aversão à igreja católica que tanto frequentava. No entanto, Bianca sempre amou os pais sendo submissa a eles, pois era muito tímida. Quando completou dez anos, num acampamento promovido pela igreja conheceu Alessandro, um menino que logo chamou sua atenção por, diferente dela, ser muito extrovertido e aventureiro. Alessandro ficou interessado em Bianca logo de cara. Os dois tornaram-se muito amigos e, meses mais tarde, começaram um breve namoro que acabou com a mudança de Bianca e seus pais para Curitiba. Essa fase foi a mais traumatizante da vida de Bianca, sofreu muito, chorou dias e ficou meses sem conversar com os pais nem mesmo fazer um único amigo na escola na qual passou a estudar. O sentimento de exclusão aumentou, ela acreditava que seus pais adotivos não davam bola alguma para o que ela passava. Esse sentimento só aumentava à medida que eles tentavam convence-la de ser muito nova pra namorar, de citar o padre disse isso ou disse aquilo sobre o namoro e que Deus iria fazê-la superar. Foram meses muito solitários até que perceber que, no caminho o qual fazia a pé para sua casa, um menino de outra turma, Silas, também andava. Num certo dia trocaram algumas palavras até que, mal perceberam, já haviam virado amigos. Dali por diante Bianca conheceu várias pessoas e fez muitas amizades. Sua brincadeira favorita era fazer de conta que filmava, mas a maioria de suas amigas não gostava. Silas, no entanto, topava brincar disso numa boa; por isto Bianca adorava ir na casa dele. Quando ela estava para completar treze anos, as crianças do bairro estavam em polvorosa por uma corrida de rolimã que iria acontecer na ladeira mais perigosa do bairro. Bianca viu ali sua  oportunidade, iria filmar a corrida tão bem filmada que ficaria famosa e venderia milhões de cópias do seu filme conseguindo dinheiro suficiente para encontrar seus pais biológicos. Ela pediu emprestada uma velha câmera VHS para um vizinho do bairro e foi lá filmar. Contudo, em vez de se concentrar no filme, Bianca não conseguiu tirar os olhos de um gatinho, o mais velho entre os corredores, chamado Jéferson, o qual, além de lindo, foi incrível em vencer a corrida com muito estilo. Bianca não pensou duas vezes, e mesmo ainda sendo muito tímida, fazendo amizade apenas com aqueles que a procuravam, se esforçou em correr atrás de Jéferson. O rapaz deu bola para ela, se interessou também no fato dela estar filmando a corrida. Assim, anunciada uma nova fase do espetáculo na ladeira mais perigosa da cidade, Bianca fez questão de preparar uma filmagem magnífica das proezas de Jéferson para que ele passe a gostar ainda mais dela.


NOME: Roberta Thomaz / [[Ficheiro:Última Curva Filme - Roberta.jpg|thumb|Roberta]]
IDADE: 14 anos /
NASCIMENTO: 19 de Abril /
PASSATEMPO: Andar de rolimã, jogar vídeo-game, brigar, colecionar bonés e olhar revistas  femininas escondida. 

	Nasceu em Curitiba, no bairro do boqueirão. Desde pequena sempre foi comparada com o irmão Rodolfo. Um menino quatro anos mais velho, super educado e que sempre tirou as melhores notas na escola, além de participar de muitas atividades esportivas. Roberta sempre se sentiu frustrada por ver as pessoas elogiando tanto seu irmão e não dando bola para as coisas que fazia. Aos poucos, foi tentando imitá-lo. Começando pelo jeito de vestir, acompanhando-o nas brincadeiras com os meninos e tentando ser a melhor aluna da escola. Mas Roberta nunca teve talento para ser boa aluna, contudo, sempre foi um pouco mais alta que seus colegas de sala; percebeu que isto era uma vantagem que a ajudava na educação física. Desde então, passou a se dedicar a ganhar os elogios que o irmão recebia sendo bem sucedida no esporte e desistindo de tirar boas notas. Roberta se aplicou tanto nisso que passou a ganhar muitas medalhas esportivas nos campeonatos de voleibol, corrida e também passou a praticar capoeira chegando a disputar um campeonato infantil estadual que infelizmente perdeu. Roberta sempre esperou receber elogios do pai e de sua mãe pelas grandes conquistas em sua vida; os conseguiu da mãe, mas nunca do pai. Ela não entendia porque o homem só tinha olhos para o irmão. Até que, quando Roberta completou dez anos, seus pais resolveram se divorciar. Venderam a casa onde moravam e ela, seu irmão e sua mãe passaram a morar numa casa no bairro do Xaxim, seu pai foi para a capital de Minas Gerais. A partir daí, sua mãe passou a falar muito mal do marido para os filhos. Roberta nunca mais viu o homem, e ficou feliz por saber que ele era alguém de quem sua mãe não gostava; achava que era por isso que seu pai nunca a elogiava. No entanto, com o tempo sua mãe passou a elogiar mais Rodolfo. Roberta se sentia muito excluída. Foi então que conheceu Silas. Se tornou amigo do garoto e, apesar de não achá-lo nem um pouco atraente, começou a sentir algo especial pelo menino; pois ele era o único que a entendia e, mais, a elogiava por tudo que fazia. Como ela se dava muito bem com meninos, acreditava que isso seria uma vantagem para conquistar Silas. No entanto, percebeu que eles não a viam como uma garota por quem poderiam se apaixonar, a viam quase com um outro menino. Neste momento Roberta passou a ter interesses por revistas de moda, para tentar ser um pouco mais feminina; lendo-as escondida para não ser zoada pelos amigos. Ela sabia que só se portava assim porque passou a vida tentando copiar o irmão para também ser elogiada. A parir daí, Roberta trocou as calças largas por roupas mais justas, mas não conseguiu largar as blusas largas nem os bonés. Também ainda não foi capaz de mudar seus jeito de ser, que é muito masculino. Isso a fez ficar muito frustrada pensando em como faria para conquistar o garotinho. Quando Silas e seus amigos passaram a gostar de corridas de rolimã, ela se sentiu motivada a também entrar na onda deles. Como era boa em esportes, seria uma ótima oportunidade de conquistar o menino por quem se apaixonou sem querer. Assim que a corrida na ladeira mais perigosa da cidade foi anunciada, ela, sem saber que Silas já se apaixonara por Bianca, resolveu participar e ganhar até mesmo do menino por quem se apaixonou para tentar impressioná-lo.

<ref>Cadastro na ANCINE: 22087</ref>