Difference between revisions 45469898 and 45469900 on ptwiki{{Sem-fontes|data=setembro de 2014}} A '''Colônia Antônio Rebouças''' foi fundada no dia 11 de setembro de [[1878]] à margem da Estrada de Mato Grosso, em [[Campo Largo (Paraná)|Campo Largo]], [[Paraná]], e fazia parte de um grande plano de instalação de [[Colônia (comunidade)|colônia]]s com [[lavrador]]es [[europeu]]s, especialmente [[italianos]]. A área de terras foi dividida em 34 [[Lote (propriedade)|lotes]] de cerca de 10 [[hectare]]s e ocupados por 27 [[família]]s de italianos de [[Vêneto]], totalizando 156 pessoas. Para a instalação dessa colônia, o governo da época disponibilizou nove contos, seiscentos e setenta e dois mil e seiscentos e vinte [[réis]] durante os anos de [[1878]] a [[1879]]. O nome da colônia se deve a uma homenagem feita pelo governo [[provincia]]l ao [[Engenheiro]] Militar Dr. [[Antonio Pereira Rebouças]], pelos relevantes trabalhos prestados ao Paraná. == Os colonos == Os colonos que se instalaram em Antonio Rebouças chegaram ao Paraná em fevereiro de 1878, sendo inicialmente alocados na [[colônia Nova Itália]], em [[Morretes]]. Entretanto, provavelmente devido a sua não adaptação ao [[litoral]], ou mesmo em função dos insucessos dos núcleos coloniais litorâneos, esses imigrantes permaneceram poucos meses naquela região, sendo transferidos provisoriamente para barracões em [[Curitiba]], até que fosse definido o seu local de destino. Na capital, o grupo que se deslocara do litoral permaneceu em torno de cinco meses. Nesse intervalo de tempo foi selecionado o local de fundação da colônia, assim como preparadas a medição dos lotes e a construção das casas. O [[contrato]] firmado entre o governo e os [[imigração|imigrantes]] previa que os terrenos deveriam ser pagos num prazo de nove anos. Segundo o [[Arcebispo]] [[Pedro Antônio Marchetti Fedalto|Dom Pedro Fedalto]], nascido na colônia, foram 27 as famílias fundadoras, distribuídas em 34 lotes. Os lotes não correspondiam exatamente ao número de famílias, pois aquelas que tinham mais de um homem [[adulto]] ou que possuíam alguma reserva de [[dinheiro]], poderiam adquirir mais de um lote. Como ocorria nas demais colônias governamentais, nos primeiros meses o governo fornecia as [[semente]]s para que realizassem suas primeiras [[plantação|plantações]], e nesse meio tempo os empregaria na construção de [[estrada]]s de acesso. Passado o momento inicial e à medida que obtinham suas primeiras [[colheita]]s, a ajuda do governo cessaria. Se compararmos aos imigrantes que foram encaminhados às fazendas [[paulista]]s, que foram submetidos a duras condições de trabalho, ou mesmo a uma parcela significativa que se dirigiu ao [[Rio Grande do Sul]], onde foram simplesmente abandonados em meio a mata, podemos dizer que aqueles que foram para Campo Largo, ou mesmo se distribuíram por toda região do Paraná, tiveram melhor sorte. Embora as condições não fossem as ideais, é de se notar o interesse do governo provincial na imigração, especialmente na administração de [[Adolfo Lamenha Lins]], que fornecia os lotes em regiões de fácil acesso de instalação, assim como as casas, trabalho e outros suprimentos de que necessitavam no período inicial. Os colonos, em sua maioria, eram agricultores e passaram a se dedicar ao cultivo da terra. Conforme o núcleo colonial foi se estabilizando, novas famílias vindas da [[Itália]] foram sendo encaminhadas ou para a colônia ou nas áreas próximas. Também alguns jovens casais, à medida que iam se casando, foram adquirindo terrenos nas imediações, expandindo, assim, a presença italiana na região. === A religiosidade === Na colônia Antônio Rebouças foi construída a primeira Igreja italiana do Paraná, a [[Capela]] de [[Nossa Senhora do Carmo]], cuja imagem esculpida em madeira é venerada há mais de cem anos. A ela são dirigidos diversos [[milagre]]s, como a cura de uma [[epidemia]]. Todo ano, no mês de julho, centenas de pessoas acorrem à capela para a festa da Santa, com [[novena]]s, [[procissão|procissões]] e [[missa]]s. Antônio Rebouças também é o berço de diversas vocações, como religiosas, religiosos, padres e bispos. O mais ilustre é Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, que foi Arcebispo Metropolitano de Curitiba por mais de 30 anos, sendo responsável por receber a visita do Papa [[João Paulo II]] nos dias 5 e 6 de junho de [[1980]]. {{portal3|Paraná}} [[Categoria:Assentamentos]] [[Categoria:História do Paraná]] [[Categoria:GeografHistória de Campo Largo (Paraná)]] All content in the above text box is licensed under the Creative Commons Attribution-ShareAlike license Version 4 and was originally sourced from https://pt.wikipedia.org/w/index.php?diff=prev&oldid=45469900.
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