Revision 31685312 of "Guy Veloso" on ptwiki

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'''Guy Veloso''' Belém, 1969 é um fotógrafo brasileiro.

== Biografia ==
Guy Benchimol de Veloso nasceu (1969) e trabalha em [[Belém]] - PA, metrópole de 1,5 milhões de habitantes no coração da [[Amazônia]]. De formação acadêmica em [[Direito]] (1991), é [[fotógrafo]] desde [[1989]] com diversas publicações nacionais e internacionais.

Compõe os acervos Essex Collection of Art from Latin America ([http://www.escala.org.uk/ ESCALA]), Colchester-Inglaterra; Coleção Nacional de Fotografia, [[Centro Português de Fotografia]], Porto-Portugal; [http://www.colecaopirellimasp.art.br/autores/297 Pirelli / MASP], Joaquim Paiva/MAM-RJ e no [http://www.photomagazine.com.br/materiaNew.asp?id_materia=759 Museu de Arte Moderna de São Paulo|MAM-SP]. 

Participou da [[29ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo|29ª Bienal de São Paulo - 2010]].

Curador na XXIII Bienal Arts Festival, em Bruxelas, na Bélgica [http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Participantes/Paginas/participante.aspx?p=150 Europalia], da pasta de Fotografia Contemporânea Brasileira (junto com [[Fotografia no Brasil|Rosely Nakagawa]]).

Seus ensaios até hoje são feitos com equipamento analógico. Usa apenas lentes 35mm para, como diz, “ter que chegar ainda mais perto das pessoas”, o que em muitos casos torna-se um verdadeiro “corpo-a-corpo” durante grandes procissões e romarias. 

Os projetos de cunho antropológico demoram anos para serem apresentados ao público pela extensa pesquisa e envolvimento do fotógrafo. O assunto “religião” é o mais recorrente, em especial, “o uso do corpo como transcendência”. Fé, arte e cultura popular estão presentes intimamente em seu trabalho, como em sua vida [http://artepopularbrasileira.wordpress.com/].

O que começou no final dos anos 80 como um exercício de expressão pessoal, foi tomando conteúdo em especial a partir da viagem do autor em [[1993]], por 37 dias, a pé no [http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,caminho-de-santiago-ganha-exposicao-de-fotos-em-sp,206898,0.htm%20 Caminho de Santiago de Compostela], milenar rota espanhola de peregrinação. Porém, o marco para a profissionalização pode ser fincado ao término desta década, quando inicia no sertão do Nordeste brasileiro uma série de investigações sobre o catolicismo popular que vai resultar no [http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/cinco-perguntas-para-guy-veloso/ Projeto “Entre a Fé e a Febre: Retratos”].

Já em 1998 realizou, com apoio técnico de Antonio Fonseca, o primeiro vernissage transmitido ao vivo pela Internet no Brasil, um dos pioneiros no mundo. Em 1999 lança o livro (de texto e fotos) Via Láctea, já na 7ª Edição. Em 2005 começa a atuar como curador. No mesmo ano integra o [http://cubobranco-br.blogspot.com.br/2005/06/lanamento-de-livro-sobre-histria-da.html livro Fotografia no Brasil: Um Olhar das Origens ao Contemporâneo de Angela Magalhães e Nadja Peregrino].
 
Em 2007 [http://portaldafotografia.com.br/ver_noticia.php?noticia=206 expôs individualmente na própria fábrica das máquinas e lentes que usa, a Leica], em Solms-Alemanha. Foi tema de documentário para a TV Canal Brasil dirigido por Débora 70.  Em 2011 participou da mostra [http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/cultura/mat/2011/04/15/melhor-da-fotografia-produzida-na-primeira-decada-do-seculo-xxi-no-pais-ganha-exposicao-em-sp-924246362.asp “GERAÇÃO 00 – A Nova Fotografia Brasileira”], com de curadoria de Eder Chiodetto. Em 2012 é catalogado no livro “150 anos da Fotografia no Brasil” de Boris Kossoy (a ser lançado).

Representações: Galeria Kamara-Kó (Belém-PA) e Galeria Rosely Nakagawa (São Paulo-SP).

Em seu projeto em curso, “Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo”, iniciado em 2012, curado por Rosely Nakagawa, foram fotografados (até abril de 2012) o total de 131 grupos religiosos laicos de caráter secreto (também conhecidos como “Alimentadores de Almas”), boa parte deles nunca antes documentados. 

A convite dos curadores Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos [http://www.fotografiadocumental.com.br/site/?p=1 Penitentes] participou da  Internacional de Arte de São Paulo-2010 [http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Participantes/Paginas/participante.aspx?p=150 29ª Bienal].

== O Projeto e a Bienal ==
Convidado pelos curadores Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, Guy Veloso exibiu o ensaio documental “Penitentes” na [http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Participantes/Paginas/participante.aspx?p=150 29ª Bienal Internacional de São Paulo de 2010]. As imagens escolhidas para a exposição são um recorte de um projeto maior e inédito iniciado em 2002, “Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo”, curado por Rosely Nakagawa, feito com equipamento analógico, com previsão de durar 13 anos.

“Recomendadores”, “Alimentadores” ou “Irmãos das Almas” são grupos laicos de caráter secreto que durante certas épocas do ano, saem noite adentro rezando pelos “espíritos sofredores”, geralmente cobrindo rostos com panos ou capuzes, em alguns casos mais dramáticos, praticando autoflagelação.

Em 2010, Veloso foi o primeiro pesquisador a levantar a teoria de que estas confrarias de tradição oral, grande parte de difícil acesso ou até sigilosas, poderiam ocorrer nas 5 regiões do Brasil. No ano seguinte provou e publicou sua teoria cobrindo o país inteiro com 117 grupos documentados. 

Assim são os projetos Veloso, de cunho antropológico, que demoram anos para serem apresentados ao público pela extensa pesquisa e envolvimento íntimo com o objeto fotografado (em um dos grupos foi iniciado, inclusive).

Tendo como vizinhos “Urubus” de Nuno Ramos, como também os artistas Steve MqQueen e Antonio Dias, a série de 12 fotografias (70X105 cm) foi exposta no terceiro andar do Pavilhão em 15 metros lineares de parede.

A 29ª edição da mostra internacional de arte mais importante da América Latina (e uma das três do mundo) – apelidada de “[http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-119944-GUY+VELOSO+DESVENDA+A+FE+BRASILEIRA+EM+IMAGENS.html Bienal da Retomada]” – foi um marco na história recente das artes do país.

== O Arquivo ==
O fotógrafo possui o arquivo intitulado “Irmãos das Almas” localizado na cidade de Belém-Pará. São aproximadamente 25 mil documentos relacionados ao tema “penitentes das almas”, o que inclui todos os originais (analógicos), tanto em cores (diapostivivos) quanto em negativos preto e branco, cópias fotográficas em papel, alguns arquivos sacados em formato digital, registros fonográficos, filmagens, além de uma biblioteca específica.

Abriga também uma coleção formada por aproximadamente 250 objetos originais entre mantos, matracas (instrumento percussivo de madeira e grilhões de ferro), “disciplinas” (chicotes de cordão de couro e extremidades de ferro usadas para cerimônias de autoflagelação), amuletos, cartas, colares, ex-votos, imagens de santos etc. que pertenceram a Irmandades de Penitentes de diversas Regiões do país. 

A maioria deles presenteados pelos “Decuriões”, nome dado aos chefes das Ordens no Nordeste em especial, geralmente em retribuição às fotografias que o autor sempre faz questão de enviar aos retratados. Todo o material é datado e contextualizado. Há objetos de grupos que se extinguiram, inclusive.

== Acervos ==
MAM- Museu de Arte Moderna de São Paulo-SP (2011);

Coleção [http://www.colecaopirellimasp.art.br/autores/297 Pirelli-MASP] de Fotografia, São Paulo-SP (2010);

Essex Collection of Art from Latin America ([http://www.escala.org.uk/%20 ESCALA]), Colchester-Inglaterra (2004);

Coleção Nacional de Fotografia, Centro Português de Fotografia, O Porto-Portugal (2003);

Banco de Dados Itaú Cultural - Projeto Rumos, 1ª edição, São Paulo-SP (2001);

Museu da Fotografia de Curitiba (1996);

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1994);
Funarte-RJ (1994);

Coleção Rosely Nakagawa (1994);

Coleção Joaquim Paiva de Fotografia Contemporânea Brasileira/MAM–Museu de Arte
Moderna do Rio de Janeiro (1993).


[[Categoria:Fotógrafos do Brasil]]
[[Categoria:Peregrinos de Santiago]]

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