Difference between revisions 258471 and 258486 on ptwikibooks<center><font size="+2">Um pouco sobre Arqueologia</font></center> [[File:Egypt-Archaeologists.jpg|thumb |250px |right|arqueólogos trabalhando no Egito]] ''Arqueologia é a nossa maneira de ler a mensagem e compreender como esses povos viviam. Arqueólogos encontram as pistas deixadas para trás por povos do passado, e, como detetives, trabalham para saber a quanto tempo atrás eles viveram, o que comiam, quais eram suas ferramentas, como eram suas casas, e o que aconteceu com eles.'' ''State Historical Society of South Dakota'' Arqueologia vem da palavra grega ἀρχαιολογία, archaiologia – ἀρχαῖος, arkhaios, "antigo"; and -λογία, -logia, estudo, ciência). As pesquisas traduzem com grande facilidade o significado da palavra arqueologia. Definir esse estudo é bastante desafiador, então vamos tentar aprender um pouco mais sobre essa ciência intrigante e importante. ==O que estuda a arqueologia== A arqueologia estuda tanto o passado muito antigo como o passado recente da humanidade e para isso, usa os restos materiais. Ela é parte da antropologia, o estudo da cultura humana, desde os fósseis de milhões de anos de idade dos nossos ancestrais humanos na África, até os locais atuais. [[File:Sahelanthropus tchadensis - TM 266-01-060-1.jpg|thumb |200px |left|montagem do crânio do Sahelanthropus tchadensis TM 266-01-060-1, chamado Toumai]] O motivo é o estudo e a compreensão da cultura humana. Não se explora um local para encontrar tesouros de ouro ou pedras preciosas, isso fica para os ladrões e funciona muito bem nos filmes de aventura. O arqueólogo estuda de maneira científica o modo de vida de um povo e sua cultura através de restos encontrados. Ele recupera e analisa todos os vestígios descobertos num local de estudos. Estudar a cultura é estudar o modo de vida partilhado por um grupo de pessoas, incluindo a linguagem, religião, tecnologia e seus valores. Através da arqueologia nós temos uma perspectiva única e especial da história da humanidade, porque podemos compreender não só quando e onde os povos viveram, mas como eles viveram. A arqueologia examina as mudanças e as causas das mudanças que ocorrem nas culturas humanas durante o tempo. Procura padrões e explicações para variados tipos de indagações. A história se baseia, a princípio, em documentos escritos, registros, para interpretar os eventos, as biografias, o modo de vida. [[File:Ruins of Troy.jpg|thumb |250px |right| ruínas de Tróia]] A arqueologia cava mais a fundo. Volta no tempo anterior à linguagem escrita e pesquisa e analisa coisas que os homens fizeram e que ficaram como testemunho de sua passagem por algum local num tempo que será determinado. Isso nos traz uma ideia de Sherlock Holmes, de mistérios, de trabalho de detetive mesmo. A arqueologia é o único campo de estudo que cobre todos os períodos e todas as regiões habitadas pelos humanos. Só para ilustrar, através da arqueologia compreendemos mais sobre a religião no antigo Egito, sobre a origem da agricultura no Oriente Médio, sobre a vida colonial na Virginia (USA), sobre a vida dos escravos africanos nas Américas e sobre as antigas rotas de comércio no Mediterrâneo. Isso dá uma leve ideia da variedade de assuntos que podem e precisam ser pesquisados. O estudo pode ser tão completo que ficamos a par da vida de indivíduos, suas famílias e comunidades, um exemplo recente e muito noticiado foi a descoberta da vila onde viviam os construtores das pirâmides. Através do estudo dos esqueletos e de ossos de animais no local, concluíram que talvez esse fosse um excelente emprego, porque os trabalhadores comiam muito bem, muita proteína e tinham cuidados médicos. Alguns esqueletos tinham, inclusive, ossos fraturados perfeitamente recuperados. [[File:Jug in Situ, Abbasid period -1.jpg|thumb |200px |left| jarra abassida, encontrada no local, Jerusalém, Israel]] ==Túnel do tempo== A arqueologia pré histórica estuda como é óbvio, as culturas passadas que não possuíam linguagem escrita. Idade da Pedra ou período Paleolítico é o início da arqueologia – é a parte da história humana que inclui nosso ancestral imediato, ''Australopitecus''. O estudo prossegue daí em diante, mas, também daí para trás sempre em busca do famoso “elo perdido”. Este ramo depende a princípio da escavação e recuperação de evidencias culturais. Já a arqueologia histórica, estuda as culturas que existiram durante o período histórico registrado – muitos milhares de anos em algumas partes do mundo e apenas algumas centenas de anos em locais como as Américas. A arqueologia clássica, que, em geral mantém o foco na Grécia antiga e em Roma (as culturas clássicas), está inserida dentro da arqueologia histórica. De modo geral esses estudos estão mais ligados à história da arte do que à antropologia. Mas, sem dúvida a arqueologia sempre surpreende encontrando, reconhecendo e datando artefatos e mesmo esqueletos, para esclarecer a história. (Veja link abaixo) A Europa, por exemplo, fica fácil para os arqueólogos, mas na verdade muito difícil para os construtores porque são muitas camadas de história enterradas no chão. [[File:Richard III burial site.jpg|thumb |150px |right| local de sepultamento de Ricardo III]] Voltando mais no túnel do tempo imagine escavar no Egito, Iraque, Irã, Israel. O Oriente Médio é um verdadeiro tesouro, berço de culturas inigualáveis. Bem, para lidar com descobertas nos lugares chamados “Lugares Santos” para diversas religiões, temos a arqueologia bíblica. Ela busca desvendar os eventos que estão descritos na Bíblia judaico-cristã. Para alguns estudiosos a Bíblia é tomada por um documento histórico, para outros há a necessidade de provar que tudo o que lá está escrito foi real, de fato ocorreu. Isso torna muito delicada qualquer definição de artefato porque envolve religiões. ==Especialidades== Como já vimos no tópico anterior, embora explorássemos o túnel do tempo, definimos algumas das especialidades da arqueologia. Para completar e ainda com certeza, deixando falhas, podemos listar as explorações feitas no fundo dos oceanos, lagos, rios e até dos pântanos (ver link para as múmias dos pântanos). Nessa parte que pode ser chamada de arqueologia marítima, se incluem os naufrágios de onde não só se resgatam tesouros que nos permitem conhecer melhor a época, como também, aprender de que modo se construíam e operavam os barcos. [[File:PikiWiki Israel 7846 Shivta.jpg |thumb |120px |left|Shivta, Israel, cidade dos nabateus]] Existem muitas ruínas a serem pesquisadas sob os mares, cidades, portos que submergiram, seja pelo aumento do nível dos oceanos, seja por causa de terremotos ou tsunamis. A arqueologia também se ramifica em numerosas especialidades que estudam a economia, a indústria, a bioarqueologia. Também há que se mencionar a arqueologia que cuida dos recursos culturais (Cultural Resource Management) em inglês conhecida como “CRM”, seu objetivo é preservar e proteger os sítios arqueológicos de acordo com as leis federais e estaduais. ==Sítios arqueológicos== Todo lugar onde se encontre os restos físicos que comprovem que ali houve atividade humana no passado, é um sítio arqueológico. A arqueologia é praticada nos sete continentes e na maior parte dos países do mundo. Portanto vamos encontrar sítios arqueológicos em todas as partes, estudando as histórias culturais de lugares variados. Existem milhares de tipos de sítios arqueológicos. Os sítios pré históricos, que incluem vilarejos habitados pelos nativos americanos, minas de onde saíam as matérias primas, os monumentos megalíticos como Stonehenge e Puma Punku. Os desenhos em rochas e cavernas, as esculturas , os cemitérios. [[File:Buddhist monks in front of the Angkor Wat.jpg |thumb |250px |right| templo de Angkor Wat, Cambodja]] Um sítio arqueológico pode ser tão pequeno quanto uma pilha de ferramentas de pedra abandonadas por um caçador pré histórico, que parou no local para afiar sua lança, quanto um complexo tipo Göbekli Tepe (Turquia) ou Newgrange (Irlanda). Locais chamados sítios podem estar em áreas densamente povoadas como, na cidade de New York ou no fundo do mar ou de um rio. Já falamos de naufrágios mas faltou anotar que, um sítio arqueológico também pode ser o local onde se deu uma batalha, quilombos, plantations, moinhos, fábricas. De todos os lugares, a África, o berço do homem, é onde estão os sítios mais díspares, a arquitetura efêmera de Batabu – adobes no oeste da África (incluindo os países de Mali, Nigéria, Níger, Togo, Benin, Gana e Burkina Faso) e algumas das mais permanentes – as pirâmides do Egito e do Sudão. No Ártico e na Escandinávia, o clima ajudou a preservar e deixou presentes para os estudiosos das muitas matérias ligadas à arqueologia, como o mamute do link abaixo. [[File:Nubia pyramids1.JPG |thumb |200px |left| pirâmides em Meroe, Núbia]] Na Ásia, além das raízes de civilizações e culturas sofisticadas estão as evidências da mais antiga migração humana ao longo das linhas costeiras. Nos países do leste da Europa, sítios nos ensinam sobre como foi viver no final da última Era do Gelo e locais reconstruídos permitem ao visitante ter ideia da vida na Idade do Ferro. Desde o México, descendo para a América Central temos sítios arqueológicos de grandes civilizações, até hoje pouco estudadas. No Oriente Médio, considerado o berço de civilizações, sendo a mais famosa e importante até agora, a da Mesopotâmia. Os sítios desses países estão extremamente ameaçados pelas guerras locais. Na América do Norte os arqueólogos buscam evidências da data e do local por onde chegaram os primeiros humanos em migração. [[File:PeruCaral15.jpg |thumb |200px |right| pirâmides em Caral Supe, Peru]] A América do Sul foi provavelmente o último continente descoberto pelos seres humanos e berço da mais antiga das civilizações das Americas – Caral-Supe no Peru. Os países do oeste da Europa são o coração das civilizações grega e romana, além de muitos sítios importantes em diversos países. ==Finalmente, o inicio== Diz a lenda, ou a tradição que a primeira escavação arqueológica foi levada a cabo por Nabonidus, o rei da Babilônia, que reinou entre 555-539 a.C. A grande contribuição de Nabonidus foi descobrir a pedra fundamental de um edifício dedicado a Naram-Sim, o neto de Sargão. Ainda no passado, muito passado, podemos anotar que durante o Novo Império no Egito [1550-1070 a.C.] existe a história da escavação e recuperação da esfinge de Gizé. Lá ainda está a chamada ''Estela do Sonho'' que indica que o monumento estava enterrado até o pescoço. [[File:Pedro II of Brazil in Egypt 1871.jpg |thumb |200px |left| em 1871, D Pedro II e a esfinge novamente enterrada]] Mas, no próprio Egito temos milhares de histórias de caçadores de tesouros, de pretensos arqueólogos que destruíram muitos sítios e muitas múmias. Hoje olhamos com para esses fatos com mais isenção porque, afinal eram pessoas despreparadas, que saíam em busca de grandes descobertas e tesouros, fama e fortuna, mas que, sem dúvida, destruíram muito da história da humanidade. Nos tempos atuais, podemos dizer que o estudo da arqueologia pretende nos ajudar a compreender a história do mundo. Cada arqueólogo, cada escavação, cada conclusão, cada descoberta, cada datação, são instrumentos para montar o imenso quebra-cabeças da história. A responsabilidade é enorme, porque o efeito de cada estudo, de cada interpretação envolve pessoas e lugares e talvez uma mudança em tudo o que se acreditava antes. Embora hoje, exista a possibilidade de novos instrumentos baseados na tecnologia que surpreende a cada momento (veja link abaixo). [[File:Archeologists working at Boteshwar site 0104.jpg|thumb |200px |right|trabalhando em Boteshwar, Bangladesh]] Portanto, nada de Lara Croft, nada de Indiana Jones, nem tudo é tão belo e aventureiro, é um trabalho muito minucioso e de muito pouco glamour, em lugares as vezes sem conforto algum, sujeito a insetos e doenças. Mas, os arqueólogos são repórteres do passado, vamos lendo a história que eles escrevem sempre com ansiedade e espanto. ==Referências externas:== *[http://oglobo.globo.com/ciencia/arqueologos-encontram-esqueleto-do-rei-ricardo-iii-da-inglaterra-desaparecido-ha-527-anos-7486055] *[http://www2.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/projetos/revista/index.php/caixa-preta/11-reconstruindo-o-passado] *[http://archaeology.about.com/od/archaeology101/a/archaeologyis.htm] *[http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1925:o-que-sao-as-mumias-dos-pantanos&catid=12:artigos&Itemid=86] *[http://www.cliografia.com/tag/megaliticos/] *[http://www.cliografia.com/2013/05/23/piramide-maia-de-2-300-anos-e-destruida-por-escavadeira/] *[http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-06-03/russos-encontram-carcaca-de-mamute-com-sangue-liquido.html] *[http://oglobo.globo.com/historia/cacadores-da-cidade-perdida-8426690] {{AutoCat|História}}{{sem notas|data=Junho de 2011| arte=| Brasil=| ciência=| geografia=| música=| Portugal=| sociedade=|1=Este artigo ou secção|2=|3=|4=|5=|6=}} {{Wikificação|data=fevereiro de 2012}} [[Ficheiro:Rutherford atom.svg|thumb|250px|'''Modelo atômico''' de Rutherford.]] {{PEPB|Modelo atómico|modelo atômico}} é o modelo que se usa para representar o [[átomo]]. Atualmente, é o [[Mecânica Quântica|modelo da mecânica quântica]] ou da [[mecânica ondulatória]] ou [[orbital atômico|modelo orbital]] ou da [[nuvem eletrônica]] aceito para definir a estrutura atômica. ===Antiguidade=== Na antiguidade acreditava-se que dividindo a matéria em pedaços cada vez menores, chegar-se-ia a um ponto onde [[partícula]]s, cada vez menores, seriam invisíveis ao olho humano e, segundo alguns pensadores, indivisíveis. Graças a essa propriedade, receberam o nome de [[átomo]]s, termo que significa ''indivisíveis'', em [[Língua grega|grego]]. Foi quando surgiu entre os filósofos gregos o termo ''[[atomismo]]''. [[Parmênides]] propôs a teoria da unidade e imutabilidade do ser, esta, estava em constante mutação através dos postulados de [[Heráclito]]. O atomismo foi a teoria cujas intuições mais se aproximaram das modernas concepções científicas sobre o modelo atômico. No '''[[século V a.C.]] [[Leucipo de Mileto]]''' juntamente a seu discípulo [[Demócrito de Abdera]], ([[Década de 400 a.C.|400 a.C.]]), considerado o pai do atomismo grego, discorreram sobre a natureza da [[matéria]] de forma elegante e precisa. [[Demócrito]], propôs que a realidade, o todo, se compõe não só de átomos ou [[partícula]]s indivisíveis de natureza idêntica, conforme proposto por Parmênides. Demócrito acreditava que o [[vácuo]] era um não ente. Esta tese entrou em franca contradição com a [[ontologia]] parmenídea. Heráclito postulava que não-ente (vácuo) e [[matéria]] (ente) desde a eternidade interagem entre si dando origem ao [[movimento]]. E que os átomos apresentam as propriedades de: forma; movimento; tamanho e impenetrabilidade e, por meio de choques entre si, dão origem a objetos. Segundo Demócrito a matéria era descontínua, portanto, ao invés dos corpos macroscópicos, os corpos microscópicos, ou átomos não interpenetram-se nem dividem-se, sendo suas mudanças observadas em certos fenômenos [[física|físicos]] e [[química|químicos]] como associações de átomos e suas dissociações e que qualquer matéria é resultado da combinação de átomos dos quatro elementos: [[ar]]; [[fogo]]; [[água]] e [[terra]]. [[Aristóteles]], ao contrário de [[Demócrito]], postulou a continuidade da matéria, ou, não constituída por partículas indivisíveis. Em [[Década de 60 a.C.|60 a.C.]], Lucrécio compôs o poema ''De Rerum Natura'', que discorria sobre o atomismo de Demócrito. Os filósofos porém, adotaram o modelo atômico de Aristóteles, da matéria contínua, que foi seguido pelos pensadores e cientistas até o século XVI d.C. ===John Dalton=== O professor da universidade inglesa New College de Manchester, [[John Dalton]] foi o criador da primeira [[Átomos|teoria atômica]] moderna na passagem do século XVIII para o século XIX. Em [[1803]] Dalton publicou o trabalho ''Absorption of Gases by Water and Other Liquids, (Absorção de gases pela água e outros líquidos)'', neste delineou os princípios de seu modelo atômico. Segundo Dalton: *átomos de [[Tabela periódica|elementos]] diferentes possuem propriedades diferentes entre si; *átomos de um mesmo elemento possuem propriedades iguais e de [[peso]] invariável; *átomo é a menor porção da matéria, e são esferas maciças e indivisíveis; *nas [[reações químicas]], os átomos permanecem inalterados; *na formação dos [[composto]]s, os átomos entram em [[Proporção|proporções]] numéricas fixas 1:1, 1:2, 1:3, 2:3, 2:5 etc.; *o peso total de um composto é igual à soma dos pesos dos átomos dos elementos que o constituem. Em [[1808]], John Dalton propôs a teoria do modelo atômico, onde o átomo é uma minúscula [[esfera (geometria)|esfera]] maciça, impenetrável, indestrutível, indivisível e sem carga. Todos os átomos de um mesmo [[elemento químico]] são idênticos. Seu modelo atômico foi chamado de ''modelo atômico da bola de bilhar''. Em [[1810]] foi publicada a obra ''New System of Chemical Philosophy (Novo sistema de filosofia química)'', nesse trabalho havia testes que provavam suas observações, como a ''lei das pressões parciais'', chamada de ''[[Lei de Dalton]]'', entre outras relativas à constituição da matéria. *Os átomos são indivisíveis e indestrutíveis; *Existe um número pequeno de elementos químicos diferentes na natureza; *Reunindo átomos iguais ou diferentes nas variadas proporções, podemos formar todas as matérias do universo conhecidas(Como os Diamantes); Para Dalton, o átomo era um sistema contínuo. Apesar de um modelo simples, Dalton deu um grande passo na elaboração de um modelo atômico, pois foi o que instigou na busca por algumas respostas e proposição de futuros modelos. ==Joseph John Thomson== Em 1897, Joseph John Thomson formulou a teoria segundo a qual a matéria, independente de suas propriedades, contém partículas de massa muito menores que o átomo do hidrogênio. Inicialmente denominou-as de corpúsculos, depois conhecidas como elétrons e acreditava que era impossível auto-dividir as partes sem que ocorra um serramento de fissão nuclear no átomo. A demonstração se deu ao comprovar a existência daqueles corpúsculos nos raios catódicos disparados na ampola de crookes (um tubo que continha vácuo), depois da passagem da corrente elétrica. Através de suas experiências, Thomson concluiu que a matéria era formada por um modelo atômico diferente do modelo atômico de Dalton: uma esfera de carga positiva continha corpúsculos (elétrons) de carga negativa distribuídos uniformemente. Tal modelo ficou conhecido como ''pudim de passas''.<ref>{{citar web|url=http://ilimonadarpescola.blogspot.com/2011/03/modelo-atomico-pudim-de-passas-joseph.html|título=Modelo Atômico "Pudim de Passas" (Joseph John Thomson)}}</ref><ref>{{citar web|url=http://pt.wikibooks.org/wiki/Introdu%C3%A7%C3%A3o_%C3%A0_Qu%C3%ADmica/Evolu%C3%A7%C3%A3o_do_modelo_at%C3%B4mico|título=Introdução à Química/Evolução do modelo atômico}}</ref> ==Ernest Rutherford== As bases para o desenvolvimento da [[física nuclear]] foram lançadas por [[Ernest Rutherford]] ao desenvolver sua teoria sobre a estrutura atômica. O cientista estudou por três anos o comportamento dos feixes de partículas ou [[raios X]], além da emissão de [[radioatividade]] pelo elemento [[Urânio]]. Uma das inúmeras experiências realizadas, foi a que demonstrava o espalhamento das [[partículas alfa]]. Esta foi base experimental do modelo atômico do chamado ''átomo nucleado'' onde elétrons orbitavam em torno de um núcleo. Durante suas pesquisas Rutherford observou que para cada 10.000 partículas alfa aceleradas incidindo numa lâmina de [[ouro]], apenas uma refletia ou se desviava de sua [[trajetória]]. A conclusão foi que o raio de um átomo poderia ser em torno de 10.000 vezes maior que o raio de seu [[núcleo]]. [[Rutherford]] e [[Frederick Soddy]] ainda, descobriram a existência dos [[raios gama]] e estabeleceram as leis das transições radioativas das séries do [[tório]], do [[actínio]] e do [[rádio (elemento químico)|rádio]]. O modelo atômico de Rutherford ficou conhecido como ''modelo planetário'', pela sua semelhança com a formação do [[Sistema Solar]]. Em 1911, Ernest Rutherford propôs o modelo de átomo com movimentos [[planetário]]s. Este modelo foi estudado e aperfeiçoado por [[Niels Bohr]], que acabou por demonstrar a natureza das partículas alfa como núcleos de [[hélio]]. ==Niels Bohr== A teoria orbital de Rutherford encontrou uma dificuldade teórica resolvida por [[Niels Bohr]]. *No momento em que temos uma [[carga elétrica]] negativa composta pelos [[elétron]]s girando ao redor de um [[núcleo]] de carga positiva, este movimento gera uma perda de energia devido a emissão de [[radiação]] constante. Num dado momento, os elétrons vão se aproximar do núcleo num movimento em espiral e ''cair'' sobre si. Em 1911, Niels Bohr publicou uma tese que demonstrava o comportamento eletrônico dos metais. Na mesma época, foi trabalhar com Ernest Rutherford em [[Manchester]], [[Inglaterra]]. Lá obteve os dados precisos do modelo atômico, que iriam lhe ajudar posteriormente. Em 1913, observando as dificuldades do modelo de Rutherford, Bohr intensificou suas pesquisas visando uma solução teórica. Em 1916, Niels Bohr retornou para [[Copenhague]] para atuar como professor de [[física]]. Continuando suas pesquisas sobre o modelo atômico de Rutherford. Em 1920, nomeado diretor do Instituto de Física Teórica, Bohr acabou desenvolvendo um modelo atômico que unificava a teoria atômica de Rutherford e a teoria da mecânica quântica de [[Max Planck]]. Sua teoria consistia que ao girar em torno de um núcleo central, os elétrons deveriam girar em órbitas específicas com níveis energizados. Realizando estudos nos elementos químicos com mais de dois elétrons, concluiu que se tratava de uma organização bem definida em orbitais. Descobriu ainda que as propriedades químicas dos elementos eram determinadas pelo orbital mais externo. [[Louis de Broglie|Louis Victor Pierre Raymondi]] (sétimo duque de Broglie), onde todo corpúsculo atômico pode comportar-se de duas formas, como onda e como partícula. ==Erwin Schrödinger, Louis Victor de Broglie e Werner Heisenberg== [[Erwin Schrödinger]], [[Louis de Broglie|Louis Victor de Broglie]] e [[Werner Heisenberg]], reunindo os conhecimentos de seus predecessores e contemporâneos, acabaram por desenvolver uma nova teoria do modelo atômico, além de postular uma nova visão, chamada de [[mecânica ondulatória]]. Fundamentada na hipótese proposta por Broglie onde ''todo corpúsculo atômico pode comportar-se como [[onda]] e como [[partícula]]'', Heisenberg, em 1925, postulou o [[princípio da incerteza]]. A ideia de [[Nível eletrônico|órbita eletrônica]] acabou por ficar desconexa, sendo substituída pelo conceito de probabilidade de se encontrar num instante qualquer um dado [[elétron]] numa determinada região do espaço. O átomo deixou de ser indivisível como acreditavam filósofos gregos antigos e Dalton. O modelo atômico portanto, passou a se constituir na verdade, de uma estrutura mais complexa. ==O atual modelo atômico== *Se sabe que os [[elétrons]] possuem carga negativa, [[massa]] muito pequena e que se movem em órbitas ao redor do [[núcleo atômico]]. *O núcleo atômico é situado no centro do [[átomo]] e constituído por [[prótons]] que são [[partícula]]s de [[Carga elétrica]] positiva, cuja massa é aproximadamente 1.837 vezes superior a massa do elétron, e por [[nêutrons]], partículas sem carga e com massa ligeiramente superior a dos prótons. *O átomo é eletricamente neutro, por possuir números iguais de elétrons e prótons. *O número de '''prótons''' no átomo se chama [[número atômico]], este valor é utilizado para estabelecer o lugar de um determinado elemento na [[tabela periódica]]. *A tabela periódica é uma ordenação sistemática dos elementos químicos conhecidos. *Cada elemento se caracteriza por possuir um número de elétrons que se distribuem nos diferentes níveis de energia do átomo correspondente. *Os níveis energéticos ou camadas, são denominados pelos símbolos K, L, M, N, O, P e Q. *Cada camada possui uma quantidade máxima de electrões. A camada mais próxima do núcleo ''K'', comporta somente dois eléctrons; a camada L, imediatamente posterior, oito, M, dezoito, N, trinta e dois, O, trinta e dois, P, dezoito e Q possui oito. *Os elétrons da última camada (mais afastados do núcleo) são responsáveis pelo comportamento químico do elemento, por isso são denominados elétrons de [[valência]]. *O número de massa é equivalente à soma do número de prótons e nêutrons presentes no núcleo. *O átomo pode perder elétrons, carregando-se positivamente, é chamado de [[íon]] positivo ([[cátion]]). *Ao receber elétrons, o átomo se torna negativo, sendo chamado íon negativo ([[ânion]]). *O deslocamento dos elétrons provoca uma [[corrente elétrica]], que dá origem a todos os fenômenos relacionados à [[Eletricidade]] e ao [[magnetismo]]. *No núcleo do átomo existem duas forças de interação a chamada [[força forte|interação nuclear forte]], responsável pela coesão do núcleo, e a [[força fraca|interação nuclear fraca]], ou [[força forte]] e [[força fraca]] respectivamente. *As forças de interação nuclear são responsáveis pelo comportamento do átomo quase em sua totalidade. *As propriedades físico-químicas de um determinado elemento são predominantemente dadas pela sua configuração electrónica, principalmente pela estrutura da última camada, ou camada de valência. *As propriedades que são atribuídas aos elementos na tabela, se repetem ciclicamente, por isso se denominou como tabela periódica dos elementos. *Os [[isótopos]] são átomos de um mesmo elemento com mesmo número de prótons (podem ter quantidade diferente de nêutrons). *Os [[isótonos]] são átomos que possuem o mesmo número de [[nêutrons]] *Os [[isóbaro]]s são átomos que possuem o mesmo [[número de massa]] *Através da [[radioatividade]] alguns átomos actuam como emissores de radiação nuclear, esta constitui a base do uso da [[Energia nuclear|energia atômica]]. *Erwin Schrödinger, Louis Victor de Broglie e Werner Heisenberg, reunindo os conhecimentos de seus prodecedores e contemporâneos, acabaram por desenvolver uma nova teoria do modelo atômico, além de postular uma nova visão, chamada de ''Mecânica ondulatória. == Ver também == {{portal-química}} {{portal-física}} *[[Mecânica Quântica]] *[[Princípio da incerteza de Heisenberg|Princípio de Heisenberg]] *[[Microcosmo]] *[[Nobel de Física]] ==Bibliografia== *BOHR, Niels Henrik David; French, A P ; Kennedym P J. Niels Bohr: A Centenary Volume. Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 1985. *BOHR, Niels Henrik David; Física Atômica e Conhecimento Humano: ensaios 1932-1957, Rio de Janeiro, Contraponto, 1962. *BOPP, F; Kleinpoppen, H. Physics of the One and Two-electron Atoms. Proceedings. Amsterdam, North-Holland Pub. Co., 1969. *BROWN, Andrew, The Neutron and the Bomb: A Biography of Sir James Chadwick, Oxford, New York, Oxford University Press, 1997. *Chadwick's article in Nature, maio 10, 1932: "The Existence of a Neutron" *DALTON, John, On the Absorption of Gases by Water and Other Liquids, Memoirs of the Literary and Philosophical Society of Manchester, Second Series, 1, 271-87 (1805). *[[John Gribbin|GRIBBIN, J.]], À procura do gato de Schrödinger, Lisboa, Editorial Presença, 1986. *HAWKING, Stephen, Uma breve história do tempo. Do big bang aos buracos negros, Rio de Janeiro, Rocco, [1988] 2002. *HAWKING, Stephen, Buracos negros, universos-bebês e outros ensaios, Rio de Janeiro, Rocco, 1995. *HAWKING, Stephen, O Universo numa Casca de Noz, ARX, São Paulo, 2002. *HEISENBERG, Werner, Física e filosofia, Brasília, Editora da UnB, 1984. *THOMSON, Sir Joseph John, Electric discharges through gases, Ionization of gases, Radioactivity, Eletrodinamica. Cambridge [Eng.] University Press, 1928-33. *MEHRA, J.; Rechenberg, H. The historical development of quantum theory Vol.5: Erwin Schrödinger and the rise of wave mechanics (New York, 1987). *PIZA, A. F. R de T.., Schrödinger & Heisenberg. A Física além do senso comum, São Paulo, Odysseus, 2003. *RUTHERFORD, Ernest, Radio-Activity, Dover Phoenix Editions, 2004 {{sem interwiki}} {{referências}} [[Categoria:Estrutura atômica]] [[Categoria:Física]] [[Categoria:Física atómica]] [[Categoria:Química]] [[Categoria:Mecânica quântica]] All content in the above text box is licensed under the Creative Commons Attribution-ShareAlike license Version 4 and was originally sourced from https://pt.wikibooks.org/w/index.php?diff=prev&oldid=258486.
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