Revision 52301 of "Utilizador:Lionel Scheepmans" on ptwikiversity{{babel|fr|en-2|pt-3}}
== A minha visão global do mondo ==
Neste novo milénio, a nossa humanidade está a enfrentar uma crise económica, ecológica e política e todos nós devemos sentir-se responsáveis. De facto, esta crise parece ter origem na expansão e na generalização de um modelo de sociedade onde nós, seres humanos, mercantilizamos o mundo através da procura sem fim de poder e de enriquecimento pessoal. Por isso utilizamos o dinheiro e a criação de propriedades privadas como ferramentas de exploração dos nossos semelhantes e da natureza ao seu redor. Esta exploração, que negligência os princípios elementares da sobrevivência baseados na solidariedade entre os seres vivos e no respeito de tudo que nos rodeia, conduz a uma destruição global da riqueza e da diversidade do nosso planeta, tanto de um ponto de vista natural como cultural.
Somos todos responsáveis por esta situação desde o momento que o modelo de sociedade em questão assenta nos princípios democráticos. Devemos ter consciência que a nossa responsabilidade politica não reside unicamente na eleição dos representantes políticos mas também, e sobretudo, na escolha das nossas acções quotidianas. Num mundo onde o poder económico rivaliza com o poder político, grande parte dos nossos gestos quotidianos, as compras por exemplo, podem ser comparados a actos políticos que devemos assumir a responsabilidade. Assim, como nossos dirigentes políticos, devemos, nas nossas escolhas quotidianas, gerir um equilíbrio difícil entre interesses colectivos e particulares. A tarefa não é fácil, mas uma visão do mundo mais justa, honesta e saudável pode ajudar a mudar os nossos hábitos.
A noção de propriedade privada permite aos seres humanos privar a utilização, ou o acesso dos seus bens, a outras pessoas e seres vivos, criando assim frustrações, invejas e desequilíbrios. Esta situação obriga os seres humanos, e outras espécies, a procurar bens semelhantes enquanto que, na maioria dos casos, os bens materiais não podem ser permanentemente utilizados enquanto que os imateriais podem ser partilhados sem custo. No caso dos bens manufacturados, é criado um aumento da produção e, portanto, um esgotamento dos recursos que poderiam ser úteis, hoje ou amanhã, a outras pessoas ou seres vivos. Por outro lado, a transformação das riquezas naturais e culturais em propriedades privadas cria pobreza e desigualdades sociais na humanidade, provocando assim vários sentimentos de ódio e de revolta. Contudo, é principalmente por culpa da sorte que as pessoas tornaram-se proprietárias: a sorte de estar ou de nascer num bom sitio, num bom momento e de possuir as capacidades físicas e intelectuais que permitiram a aquisição destes bens.
Com este género de consciência, a propriedade deverá ser entendida não só como um direito mas também como um dever? Não deveremos sentir o dever de partilhar o que a vida nos ofereceu, ao contrário de privar as pessoas que não tiveram tanta sorte? Não seria mais justo, mais honesto e mais saudável, evitar o desperdício e o excesso de consumo, para partilhar as suas propriedades materiais não utilizadas e duplicar a sua propriedade imaterial para o benefício dos mais pobres?
O dinheiro e a moeda foram criados com a intenção de simplificar e assegurar os intercâmbios comerciais. Infelizmente, o que anteriormente foi um sistema de intercâmbio tornou-se hoje um sistema de especulação e de manipulação, que permite a exploração dos seres humanos e das riquezas naturais a seu redor. O dinheiro é actualmente constituído, na sua maioria, por dados informáticos, dos quais o valor virtual ultrapassa largamente a circulação de moedas e, provavelmente o valor real das riquezas humanas.
Todo este dinheiro é criado, sem limite aparente, pelos bancos e pelos estados, que utilizam instrumentos de especulação monetária tais como o coeficiente de tesouraria e o efeito multiplicador dos créditos. Ao mesmo tempo, a grande maioria dos seres humanos, orientados pelos dogmas do mercado e do emprego, trabalham a fim de ganhar dinheiro que lhes permita viver, ou sobreviver, comprando recursos que outras pessoas privatizaram. Assim, neste sistema que já hoje atingiu uma dimensão planetária, as pessoas preocupadas pelo desejo de ganhar dinheiro, não têm uma percepção do mundo em termos de necessidades naturais, mas em termos de preços virtuais. Esta substituição provoca um perigo real de auto-destruição quando os seres humanos, procurando dinheiro, vêm a destruir os seus próprios recursos vitais, ainda sem perceber que este dinheiro que buscam, só faz sentido na procura destes recursos vitais que estão precisamente a destruir.
Consciente deste perigo criado por este ciclo vicioso e auto-destrutivo, não seria mais justo, honesto e saudável abolir todas as especulações de dinheiro com a proibição das práticas como os juros e limitar a produção da moeda numa proporção fixa e razoável, em relação aos recursos naturais?
Neste modelo de sociedade, que domina actualmente o mundo, existe uma forte tendência a considerar a história da humanidade como uma evolução linear, onde o progresso tecnológico, crescimento económico e desenvolvimento industrial são os principais factores. Por culpa da sua posição dominante, este modelo de sociedade atrai, influência e às vezes obriga outros modelos de sociedade a seguir a seu exemplo de desenvolvimento. Mas quando olhamos a história em termos de equilíbrio, respeito ou harmonia, outras culturas deverão ser valorizadas e outros povos terão necessidade de se desenvolver.
É portanto por egocentrismo que muitas vezes as pessoas hierarquizam as culturas, porque na verdade todas têm igual valor e cada uma tem algo a contribuir às outras. Nesta perspectiva, a diversidade cultural é uma riqueza como a biodiversidade. As diferenças culturais, como os seres vivos, devem logo ser respeitados e preservados como um recurso valioso para o futuro da nossa humanidade. Actualmente, podemos acreditar que uma crise climática poderia ser evitada se a humanidade seguisse o modelo das sociedades que vivem em harmonia com a natureza. Esta crise climática que, como defende a grande maioria dos cientistas, é causada pelas actividades humanas, também nos ajuda a compreender que as nossas acções diárias podem afectar todo o planeta.
Perante esta realidade, não seria mais justo, honesto e saudável, que cada um de nós protegesse a diversidade natural e cultural do nosso planeta, pensando no impacto global que os nossos actos podem ter?
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